sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

13-Projeto Dança na Escola


FORRÓ

      O forró é um ritmo alucinante que faz parte do gênero típico dos festejos juninos, hoje difundido no país inteiro independente de época, onde duas pessoas dançam agarradinhas e deixam – se embalar pelo ritmo empolgante que só ele proporciona. 

       Tem suas raízes no nordeste, não se sabe ao certo como, onde e quando ele apareceu. É certo que ele chegou em São Paulo e aos estados do sul através de Luiz Gonzaga por volta dos anos 40 e através de migrantes nordestinos que procuravam trabalho na capital e para se divertir, ensinavam suas músicas ao povo paulista. 

        Há quem diga que a palavra “forró” deriva - se da expressão “For All” (Para Todos) a qual vinha escrita, em placas, nas portas dos bailes promovidos pelos ingleses em Pernambuco no início do século na época das construções das ferrovias e significava que todos podiam participar da festa envolvida por ritmos parecidos hoje em dia com o forró. 
       Outros historiadores acreditam que a palavra “forró” se origina dos bailes aos quais o povo costumava chamar de “Forrobodó” e, com o tempo, devido a facilidade de pronúncia, acabou sendo chamado simplesmente de “forró”. Independente da origem, é certo que ele existe para a nossa felicidade. 
       O forró tradicional é constituído pelo sanfoneiro, pandeirista e o tocador de zabumba e triângulo junto com acompanhamentos musicais de sanfona, triângulo e agogô. Antes, preso somente ao nordeste e aos festejos juninos, se ouvia falar muito de devastação, solo rachado, gado magro, seca no nordeste, sofrimento e lamentação. 
    O forró mais moderno já é constituído por baterista, guitarrista, baixista e outros equipamentos eletrônicos, trazendo um novo estilo de dança mais alegre, sensual e carismática para todas as idades e classes sociais disputando o mercado com outros ritmos mais famosos. 
        Seja qual for o estilo ou conteúdo das músicas, ele continua conquistando cada vez mais pessoas com o forró que se caracteriza desde o “Forró Pé de Serra” em MG e na região mais a sudeste, passando pelo forró de Fortaleza, Aracaju... até chegar ao tradicional (“dois pra lá e dois pra cá”).





MÚSICA









AXÉ


                                                 
         AXÉ
AXÉ




     AXÉ                        AXÉ






                           



  MACULELÊ


      A verdadeira origem do maculelê é desconhecida, existindo diversas lendas a seu respeito. Estas lendas, naturalmente, vieram da tradição oral característica às culturas afro-brasileira e indígena da época do Brasil Colônia e inevitavelmente sofreram alterações ao longo do tempo.

Em uma delas conta-se que Maculelê era um negro fugido que tinha doença de pele. Ele foi acolhido por uma tribo indígena e cuidado pelos mesmos, mas ainda assim não podia realizar todas as atividades com o grupo, por não ser um índio. Certa vez Maculelê foi deixado sozinho na aldeia, quando toda a tribo saiu para caçar. Eis que uma tribo rival aparece para dominar o local. Maculelê, usando dois bastões, lutou sozinho contra o grupo rival e, heroicamente, venceu a disputa. Desde então passou a ser considerado um herói na tribo.
Existem outra versão, como a capoeira foi um tipo de defesa pessoal que os escravos utilizavam nos canaviais para lutar contra os seus donos e capitães do  mato, para atacar o inimigo,  usavam bastões  feitos de cana de açúcar. 
O maculelê atual, usando a dança com bastões, simboliza a
 luta de Maculelê contra os guerreiros rivais.




BALÉ


O balé clássico surgiu nas cortes italianas, no início do século 16, embora não se saiba ao certo de onde veio a inspiração para os seus primeiros passos e coreografias. Foi o termo italiano balletto ("dancinha", "bailinho") que deu origem à palavra francesa ballet. Na época, tratava-se de uma diversão muito apreciada pela nobreza local. Tamanha admiração pela dança levou a princesa italiana Catarina de Médici (1519-1589) a introduzir o balé numa nova corte quando se casou com o rei da França Henrique II. Catarina também fez questão de contratar o grande coreógrafo italiano de então, Balthazar de Beaujoyeulx. Aqui vale abrir um parênteses. O nome verdadeiro do coreógrafo era Batazarini Di Belgioioso. A forma afrancesada, não só do nome dele, como de outros italianos que fizeram parte da história do balé, tornou-se a mais conhecida pois a dança só se desenvolveu realmente quando chegou entre os franceses, que espalharam seu sotaque em tudo o que envolve essa arte.
Pode-se dizer que a história do balé no Brasil começou em 1927, com a vinda da bailarina russa Maria Oleneva para o Rio de Janeiro. Ela fundou a Escola de Danças Clássicas do Teatro Municipal, que se tornou o principal centro de formação de bailarinos no país.