segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

09-REFORMA ORTOGRÁFICA

1. Mudanças no alfabeto

O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y. O alfabeto completo passa a ser:
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z. Exemplos: playboy, show, kiwi.

2. Trema: Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui . O  trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: linguiça, aguentar, frequente. Palavras estrangeiras: müller, mülleriano, Citroën.

3. Mudanças nas regras de acentuação: Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba). Exemplos: jiboia, ideia, assembleia, heroico.

4. Palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis continuam acentuadas. Exemplos: troféu, chapéu, herói, papéis.

5. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo. Exemplos: feiura, baiuca, bocaiuva.

6. Nas palavras oxítonas se o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: Piauí, tuiuiú.
7. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).

8. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.

9. Permanece o acento diferencial em pôde/pode e pôr/por.

10. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h. Exceção: subumano. Exemplos: mini-hotel, sobre-humano, super-homem
11. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exceção: os prefixos co- e re- . Exemplos: autoescola, autoestrada, antiaéreo, extraescolar

12. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s. Exemplos: antipedagógico, autopeça, microcomputador, infraestrutura, agropecuária. Exceções: para-raios, para-brisas, para-choque.


13. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, dobram-se essas letras. Exemplos: antirrugas, antissocial, microssistema, minissaia, antirrábico, ultrassom.

14. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal. Exemplos: micro-ondas, anti-inflamatório, semi-interno, auto-observação.

15. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante. Exemplos: sub-bloco, inter-racial, sub-bibliotecário, hiper-resistente.

16. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r. Exemplos: sub-raça, sub-região.

17.  Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal. Exemplos: circum-navegação, pan-africano, pan-americano, circum-murado.
18. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal. Exemplos: superinteressante, hiperacidez, hiperativo, interestadual.

19. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, vice usa-se sempre o hífen. Exemplos: ex-prefeito, além-mar, recém-nascido,  pós-graduação, vice-presidente.


20. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani. Exemplos: capim-açu, amoré-guaçu.

21. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Exemplos: Ponte Rio-Niterói, Eixo Rio-São Paulo
22. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. Exemplos: paraquedas, madressilva, pontapé, mandachuva